Razões para colecionar

Em todo o mundo milhões de pessoas colecionam os mais variados objectos. O que as motiva? Numa primeira análise poderíamos dizer que o ato de colecionar se resume a um entretenimento, um "hobby", um passatempo... Mas ao aprofundar podemos perceber que esta actividade envolve o colecionador, motiva-o a descobrir e a querer saber mais sobre o tema da coleção. Cria a ansiedade por a terminar, e no fim, de a guardar com estima para mais tarde poder consultá-la e recordar. 

Ao longo da história, pessoas de diferentes épocas e locais do mundo preocuparam-se em colecionar e guardar objetos. Se tal não tivesse acontecido, não teríamos hoje o conhecimento real e material do nosso passado. Acervos de grande importância, particulares e públicos, guardados em museus, arquivos, etc., tiveram início na sua maioria desta forma.

Apesar dos meios de entretenimento modernos, que são muito atrativos, e que nos são disponibilizados pela Internet, aplicações de telemóvel, etc., o desejo de colecionar jamais se perderá. Este exerce nas pessoas uma atração irresistível por tocar, admirar, guardar e completar. Quase todas as pessoas, pelo menos uma vez, já passaram pela experiência de colecionar. E por mais breve que esta experiência tenha sido, recebe uma consideração da atenção, reconhecimento, estima, saudade e, mesmo, de admiração pelo que foi feito.

Para entender a importância do colecionismo, vários países no passado introduziram nos programas curriculares das suas escolas a filatelia (colecionismo de selos de correio), devido à importância didática, histórica e cultural. A filatelia, em particular a temática, promove e ajuda a atingir e a superar objetivos pedagógicos, por proporcionar aos envolvidos actividade e dinâmica em torno de um tema.

A colecção A caderneta dos Santos tem a virtude de explorar todos estes benefícios aportando aos seus coleccionadores uma forte componente histórica, cultural, religiosa e popular, quase inédita, de forma lúdica e divertida.

Ao se manipularem as imagens dos Santos, ao colar os cromos na caderneta verificando o grupo em que se inserem e ao consultar a respetiva nota biográfica, o colecionador revê, insistentemente, a mesma imagem e a sua história. Com isto, além da memorização, vê a sua atenção despertada para a personagem ilustrada e para os feitos da sua vida (que até mereceu um cromo autocolante) e poderá suscitar a curiosidade em saber mais.

Também são desenvolvidas a observação, a atenção e a paciência, tão necessárias para o estudo em profundidade de um tema.

Ainda, esta coleção reúne as condições para proporcionar a interação entre os vários membros da família e da turma de catequese/escola, promovendo a colaboração e partilha em torno de um objetivo comum.

Pode por isso ser utilizada como uma ferramenta pedagógica atrativa e motivadora no âmbito da formação religiosa designadamente nas catequeses paroquiais e disciplinas de religião.

(Partes deste texto são da autoria de Geraldo de Andrade Ribeiro Jr., filatelista desde 1959 e Presidente da Federação das Entidades Filatélicas do Estado de São Paulo e Coordenador do Centro de Memória Filatélica do IHGSP)

 

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Na diocese de Lisboa, este ano o objectivo geral para a catequese é de “Celebrar a alegria do encontro com Jesus Cristo, valorizando a escuta da Palavra de Deus e educando para a interioridade, para a comunhão, para o silêncio e para a missão”, o que os Santos, cada um ao seu jeito, nos testemunham.

A caderneta dos Santos pode ajudar a cumprir objectivos específicos para a catequese deste ano, porque:

  • Promove a curiosidade sobre a vida dos Santos, a sua devoção e identificação com os seus modelos de vida
  • Como os Santos estão agrupados tematicamente ajuda a contextualiza-los historicamente e, para os que são mencionados na Sagrada Escritura, a entender a sua relação
  • Apresenta os pastorinhos São Francisco e Santa Jacinta Marto como modelos de santidade
  • Como se trata de uma actividade de colecionismo, que implica adquirir e trocar cromos para preencher e completar a caderneta, fomenta laços em família, em catequese e entre família e catequese
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